
Incrível como o ser humano é capaz de cair em suas próprias armadilhas.
Ao longo de nossa existência vamos estruturando nosso modo de ser através das experiências que vivemos. Aspectos como educação e relacionamentos contribuem de forma substancial como molde do que seremos. Porém "algo" em que acreditamos nos impulsiona pela a vida a fora, delimitando nossas experiências.
Essas crenças nos projetam mundo afora, criando armadilhas.
É fato que o que eu penso para mim é a mais pura verdade, e vou tentar por todas as formas encaixar os outros e o mundo naquilo que penso para levar a cabo a minha verdade.
O enrosco se dá no momento em que isso acontece com cada um, e, muitas vezes, os caminhos trilhados são bem diferentes. Resultando em conflitos e distanciamento entre as pessoas.
Seria tudo mais fácil se utilizássemos a linguagem como forma de expressão daquilo que acreditamos e, com isso buscar formas mais saudáveis de vida.
Não é o que acontece. Temos um "plano" e o outro deve imaginar qual é, e ainda assim, estar disponível para conjugar o mesmo objetivo que nós.
E assim, obviamente vamos seguindo, driblando os conflitos, e em luta constante com todos para fazer valer a nossa "verdade".
O que fazer para mudar isso? Desistir do que acredito? Comprar o "plano" do outro e esquecer o meu?
Nem uma coisa, nem outra. Se pensarmos que existe no mundo formas de ser diferentes, e que é absolutamente possível respeitar o outro diante do que ele é, sem com isto anular-se, fica mais fácil entendermos que somos "pequenos mundos" dentro de um "mundo maior", cada um com sua singularidade, suas particularidades.
Esse, enfim, é o princípio do respeito, e talvez o caminho para formas de relacionamento mais saudáveis.
Podendo ver as diferenças, temos a possibilidade de quebrar padrões de comportamento para nos abrirmos ao novo.
Para isto é, necessário um passo atrás, um questionamento do que somos pelo vértice eu-outro, eu-mundo e eu-eu.
Coragem para aqueles que quiserem tentar!