domingo, 8 de novembro de 2009

Passagem do tempo


O tempo passa tão rápido, se desejo àquilo fazer
Passa tranquilo se o que fiz deixou-me calma,
Se a calmaria que deixaste tende a perecer
Deixo que, novamente, o desespero corrompa minha alma.

Que tempo é esse que sopra como o vento?
Às vezes calmo, pacato, sutil;
Sopra às vezes algaz, furioso, em tormento.
Que tempo é esse que não obedece a ordem de um a mil?

Penso então que o tempo não existe sem mim,
Talvez, quando penso no tempo é que ele se apresenta
Do contrário ele passa, sem direção, sem fim,
Mas quando dou conta do tempo, é que minha tortura se alenta.

É assim sutil, certeiro, implacável e real
Que o tempo define, arrasta, decide
Nossas escolhas pela vida, para o bem ou para o mal
De certo ele está em mim, e isso não há o que mude...

Um comentário:

  1. Tudo fazendo com que o tempo passe, com tranqüilidade ou com tempestade.

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